Devocionais Graça Jesus Cristo

Uma grande história de amor sempre termina em casamento

Escrito por Raphael Martins

Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.

Cantares 2:1 ACF

Quantas vezes eu mesmo ouvi que “Jesus é a rosa de Sarom”? Várias! Mas hoje, passando o plano de leitura por Cantares de Salomão, abri os olhos para uma outra realidade:

Sarom é a planície litorânea ao sul do monte Carmelo (Palestina). Não faria sentido que o grande Rei Salomão se descrevesse como uma flor tão simples do deserto. Isso já faz mais sentido para a monera, Sulamita, nativa daquela região, o que facilita a interpretação.

Logo, a Rosa de Sarom, tipificada em Sulamita, é a igreja de Cristo, e não o Senhor Jesus. Isso se destaca pela resposta que o noivo dá no segundo verso ao que ela diz no primeiro:

“Como lírio entre os espinhos, tal é a minha amada entre as filhas.” (ARA)

Essa afirmação me lembra, de imediato, a identidade que o Senhor nos deu como sua noiva através do seu sacrifício. Aliás, essa relação de Deus com sua igreja como marital é o que podemos também observar em Efésios, de forma bem explicativa, o que nos faz entender ainda melhor a nossa tipificação em Sulamita:

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,
para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja.
 (Efésios 5:25-27,32 ARA)

A igreja é essa Rosa: Purificada e santificada por Cristo. Sem ruga ou mácula alguma.

A igreja é o lírio entre os espinhos: o lírio é muito diferente dos espinhos. A Igreja se parece com Cristo, ela é diferente de todo o resto. Resplandece em meio ao caos. Lírio tem perfume e a igreja exala o bom perfume de Cristo.

Por fim, lendo Cantares, vemos que esse grande amor fez com que o Rei Salomão se casasse com aquela pobre camponesa de Suném. O que provavelmente escandalizou as várias concubinas de Salomão, afinal, ela não era do palácio, era tão apenas uma camponesa queimada do sol, mas não importava, Sulamita era a mulher amada.

Conosco não foi diferente, pois Deus, que é rico em misericórdia, pelo muito amor com que nos amou, deu-nos a vida com Cristo, estando nós ainda em nosso delitos e pecados. Não éramos do palácio, mas Ele nos chamou para as bodas:

“Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro.” (Apocalipse 19:7-9a ARA)

O maior ato de amor também foi o maior ato de justiça, que é Cruz do calvário. Ali nos foram dadas as vestes da justiça de Deus, através de Jesus, as quais agora vestimos e nos adornados como noiva. Pois somos a Rosa de Sarom e o lírio em meio aos espinhos. Somos a noiva de Cristo! Desfrutaremos das bodas e viveremos com Ele para sempre!

Confira a Parte 2

Imagem destacada: “_PIC8461“, por mart veronica


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Sobre o autor

Raphael Martins

Ex-atleta, escritor, acadêmico do curso de Direito pelo Centro Universitário Estácio de Sá.

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