Devocionais Vida cristã

Felicidade, pra quê te quero?

Olá pessoal, tudo bem? Meu texto de hoje é baseando na frase abaixo que li no Ministérios Pão Diário. Fica a dica: se você gosta de devocionais diários, esse é bem legal e eles mandam por e-mail. 

“A felicidade depende dos acontecimentos — mas a alegria depende de Jesus.”

 Quando li essa frase pensei: será que é isso mesmo? Por isso, primeiramente vamos aos conceitos das palavras.

O que é Felicidade? Felicidade é o estado de quem é feliz, uma sensação de bem estar e contentamento, que pode ocorrer por diversos motivos. A felicidade é um momento durável de satisfação, onde o indivíduo se sente plenamente feliz e realizado, um momento onde não há nenhum tipo de sofrimento.

Já o significado de alegria é: um sentimento de plenitude e satisfação interior, sendo o sentimento oposto da tristeza. Como ideia geral, a alegria obedece a um mecanismo de estímulo-resposta.

Sendo assim, nós, como cristãos, devemos viver em constante alegria, pois a alegria é uma das virtudes que vivenciamos quando o Espírito Santo manifesta em nós o seu fruto. A princípio, quando tomamos conhecimento desse fato, temos a sensação de que seguir Cristo significa viver apenas momentos de coisas boas. Só que tem um porém: Jesus jamais prometeu isso.

Se alguém lhe garante uma vida inteira de felicidade, pode ter certeza, é uma promessa que não se cumprirá. Conforme Lucas 9.23, abraçar o evangelho implica em negar a si mesmo, tomar a sua cruz diariamente e seguir Cristo. Isso fala de dificuldades, de esforço e de sofrimento. Todos os salvos sofrerão. Todos os salvos terão momentos de agonia, lamento, dor, luto e tristeza.

Diante disso, é possível explicar essa aparente contradição? Temos o Espírito de Deus em nós, ele manifesta seu fruto em nossa vida, seu fruto inclui alegria, mas, estranhamente, vivemos muitos momentos de profunda tristeza. Isso tem explicação? Creio que sim, e te convido a pensar comigo:

Jesus não foi feliz o tempo todo. Pedro não foi feliz o tempo todo. João não foi feliz o tempo todo. Paulo não foi feliz o tempo todo. Nenhum dos apóstolos foi feliz o tempo todo. Os mártires da Igreja primitiva não foram felizes o tempo todo. Agostinho não foi feliz o tempo todo. Lutero não foi feliz o tempo todo. Calvino não foi feliz o tempo todo. Eu não sou feliz o tempo todo. Você não é feliz o tempo todo. Ninguém é feliz o tempo todo.

Bem, o que tudo isso tem em comum? “O tempo todo”.

Esse é o xis da questão. O fruto do Espírito inclui virtudes como paz, paciência e domínio próprio, por exemplo, mas ninguém tem paz o tempo todo, nem é paciente o tempo todo, tampouco se domina o tempo todo.

Ninguém é o tempo todo alegre, como as redes sociais nos mostram nas fotos de viagens, sorrisos, belos restaurantes e aventuras. Esses são apenas momentos de felicidade, que dão um período de satisfação e contentamento, porém não duram por muito tempo.

Pense bem, você acha de fato que a alegria que Paulo descreve como resultado de uma vida de intimidade com o Espírito Santo é aquela que se manifesta numa montanha russa, numa festa, numa viagem a um local paradisíaco, num jantar com amigos recheado de piadas ou ao assistir a um filme de comédia? Essa é apenas a felicidade, porém momentânea.

Tanto que qualquer indivíduo, cristão ou não cristão, sente esse tipo de sentimento. Porém o fruto do Espírito se manifesta sobrenaturalmente quando precisamos de uma injeção de algo que vai além de nossas forças. E quando não tenho domínio próprio, por exemplo, passo por um momento muito difícil, mas continuo de cabeça erguida, alegre e confiante em Deus.

É possível passar por tristeza, aflições e problemas e ainda ser alegre?

Sim, pois a alegria brota da certeza de que ainda que no mundo tenhamos aflições, Jesus venceu o mundo. É ter a certeza que Ele está conosco todos os dias, mesmo nos mais terríveis, até a consumação do século, e que não está alheio a absolutamente nada do que estamos passando. É ainda ter a certeza de que “Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá” (Salmos 139.8-10 Almeida revisada). É alegrar-se como resultado de sermos galhos enxertados na videira verdadeira. A certeza da presença de Cristo em nós, junto com a certeza de que ele jamais remove seus olhos de nossa vida. Esse é o real motivo da nossa alegria, a alegria eterna, que é independe das circunstâncias da vida.

“Contudo, alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céus.” (Lucas 10.20 Almeida Revisada). Está sofrendo? Alegre-se, você tem a vida eterna. Está com dor? Alegre-se, você tem a vida eterna. Está triste? Alegre-se, você tem a vida eterna. Tá tudo ruim? Alegre-se, você tem a vida eterna! É uma alegria que existe em meio à tristeza, como uma flor que brota no solo seco do sertão.

Não busque a alegria segundo o mundo, isso é como correr atrás do vento. A alegria que vem do fruto do Espírito é aquela que não fotografamos, pois ela é muito maior do que uma lente pode captar. E, em geral, se manifesta nas horas em que não estamos acostumados a fotografar: no hospital, no orfanato, no desemprego, no susto, na dor, na crise matrimonial, no velório, na casa de recuperação, na depressão, no sofrimento. Pois é nas horas mais terríveis que Jesus sussurra em nosso ouvido:

“Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria.” (1 Pedro 4.13, Almeida Revisada).

A felicidade desse mundo passa. A alegria divina dura para sempre. E ela está ao teu alcance, basta viver dia após dia aos pés de Jesus!

Grande abraço!


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Sobre o autor

Vanessa Hermann Fornazari

Administradora e pós-graduada em marketing. Amo escrever sobre a maravilhosa graça do Pai. Tenho um coração missionário, gosto de ajudar pessoas, fazer teatro e tornar coisas simples, surpreendentes.

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