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DespertaDOR – refletindo sobre perseguição religiosa

Hoje gostaria de despertar nossa atenção para muitas vidas que tem sentido dor, tristeza, perseguição e até morrido por amor a Cristo. Vivemos em um país onde podemos expressar nossa fé e muitas vezes ainda achamos que sofremos muito preconceito e perseguição religiosa. Pensamos que é muito difícil servir a Cristo em meio a tantas ofertas que o mundo nos oferece. Queria refletir hoje sobre o que temos feito pro Reino em comparação com o que fizeram alguns mártires. Para quem não sabe, um mártir (do grego, “testemunha”) é uma pessoa que morre por uma causa, por exemplo, pelo simples fato de professar sua religião.

Maio é o mês das noivas, e também é o dia das mães, de certa forma um mês relacionado às mulheres. Tem um livro que comprei um tempo atrás chamado Loucas por Jesus, do Pr. Lucinho Barreto (não quero entrar no mérito do autor). O fato que desejo apresentar são as histórias de mártires, de mulheres que sofreram perseguição religiosa. É disso que trata esse livro, 60 histórias de mulheres que morreram por amor a Cristo, histórias extraordinárias de mulheres totalmente apaixonadas por Cristo. E preciso dizer que não consigo ler se quer uma história, uma página, sem chorar.

As histórias nos fazem parar e refletir que muitas vezes nós, jovens, achamos que deixar de ir para balada com os amigos para servir a Cristo já é muita coisa, que não beber, não fumar é um sacrifício enorme. Mas aí você começa a ler essas histórias de pessoas que não negaram a Cristo mesmo diante da morte e que a encararam como lucro e esperança de se encontrarem com o nosso Senhor e você se sente envergonhado diante dessas pessoas.

Confesso que, perto deles, eu não faço o mínimo para ser chamada de louca por Jesus. A partir da leitura desse livro, Deus começou a trabalhar na minha vida, nas coisas mais simples, e eu descobri que a vida cristã vai além de levantar a mão e dizer eu quero. Essa caminhada é diária e a cada dia nós devemos viver para Ele como servos, amigos, como loucos apaixonados por Cristo.

Em uma história do livro uma cristã chinesa disse algo com que concordo muito:

“Não tenho dó dos cristãos da China. Pelo menos as perseguições nos mantêm alertas para o fato de que estamos numa guerra espiritual. Sabemos para quem estamos lutando. Também sabemos quem é o inimigo. E lutamos todos os dias. Por isso, talvez sejamos nós, os cristãos da China, que devemos orar pelos cristãos dos países livres, pois em tanta diversão, tecnologia, facilidades e liberdade, muitos já não consigam perceber a guerra espiritual que os cerca. Penso que a perseguição é o segredo que ao mesmo tempo explica o crescimento das nossas igrejas e a estagnação do Evangelho em vários países que possuem liberdade religiosa. Estamos livres no meio da perseguição, ao passo que, fora da China, muitos cristãos estão presos no meio de tanta liberdade.” (Página 19 – Uma menina – China – 10960)

Paulo sofreu muita perseguição religiosa em Roma. Embora não exista uma referência bíblica especifica sobre a decapitação de Paulo pelo Imperador Romano, as suas Cartas nos ajudam a compreender que assim foi a morte. Durante sua vida, ele sofreu muitas perseguições por Amor a Cristo e nos deixou os seguintes ensinamentos em Romanos 8:35 à 37(NVI):

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: “Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro”. Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.”

Não por um apelo emocional, apenas para sua meditação, gostaria de compartilhar com você a história de Tsehay Tolessa – Etiópia – 1960:

“Eles amarraram minhas mãos por trás dos meus joelhos. Então puseram uma vara por entre minhas mãos e pés e me penduraram de cabeça para baixo. Encheram minha boca com trapos sujos e quase sufoquei. Fui espancada com tanta violência que meus ossos se quebraram. Grandes pedaços de pele eram arrancados do meu corpo. Então me soltaram e me forçaram a correr, com os pés sangrando, num caminho de pedras pontiagudas. Depois, me puseram numa pequena cela que continha sessenta e duas pessoas. Só havia lugar para ficar de pé. Mas como ficar de pé com pés sangrando e ossos quebrados? A cela era completamente escura e não tinha ventilação. Nem me atrevo a dizer como os prisioneiros faziam suas necessidades fisiológicas, pois havia só um buraco no chão que servia como sanitário. Todos tinham de se espremer uns nos outros para dar a alguns a oportunidade de deitar e dormir por alguns minutos.”

(…)Tsehay Tolessa foi torturada pelos comunistas da Etiópia, por sua fé em Jesus Cristo. Ela ficou naquela cela por um ano, somando um total de mais de dez anos na prisão por se recusar a negar a Jesus. (…)

“Jesus estava sempre lá comigo, no meio das fezes e urina, no meio do sangue e do mau cheiro, no meio de minha humilhação. É incrível pensar que o Senhor da glória, o Rei celestial, estava ali preso, torturado e humilhado, só para ficar perto de mim.”

Minha vontade era compartilhar muitas outras histórias com vocês e falar também sobre as perseguição religiosas no mundo (quem sabe em um próximo post ;D); se você tem interesse, porém, em saber mais sobre as Perseguições Cristãs, convido você a conhecer o Portas Abertas, um projeto que tem ajudado muitos cristãos perseguidos.

Essas histórias me fazem ver que por mais que eu faça loucuras por Jesus, nunca conseguirei pagar a loucura que Ele próprio fez por mim na cruz. Mais que louco por Ele, Ele é que é louco por mim e isso não tem preço.

DESPERTADOR! Desperta para a dor do próximo e faça mais para Deus!

Imagem destacada: “Tears side“, por Marco


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Sobre o autor

Vanessa Hermann Fornazari

Administradora e pós-graduada em marketing. Amo escrever sobre a maravilhosa graça do Pai. Tenho um coração missionário, gosto de ajudar pessoas, fazer teatro e tornar coisas simples, surpreendentes.

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